Tentativa de esgotamento do Parque

Na aula do dia 9 de outubro, realizamos a atividade de tentativa de esgotamento, que consistia em permanecer durante 30 minutos em um ponto fixo do Parque Municipal, observando atentamente tudo ao redor. O objetivo era perceber o espaço em seus detalhes cotidianos, tentando registrar o máximo possível do que se apresentava diante de nós.

Escolhi um ponto próximo ao Lago do Quiosque, de onde era possível observar tanto o movimento das pessoas quanto a paisagem ao redor da água. O horário de observação foi às 14h de uma sexta-feira:

  • Uma avó dava comida aos patos com o neto, e eles riam cada vez que os patos se aproximavam.
  • Uma mãe empurrava o carrinho do bebê enquanto a filha mais velha corria na frente, brincando.
  • Um homem tirava fotos do coreto e depois se sentou para olhar as imagens na câmera.
  • Outro homem descansava deitado na grama, de olhos fechados, parecendo relaxar com o som dos pássaros e dos carros.
  • Um pato mergulhava no lago e ficava alguns segundos submerso antes de reaparecer.
  • Um homem correndo
  • Os pedalinhos em formato de cisne parados na água e o reflexo do sol no lago.
  • Alguns adolescentes brincavam de rodar perto das árvores
  • Uma menina acabou caindo da bicicleta, levantando-se rindo.

Ao longo desses 30 minutos, percebi que o parque é um espaço em constante movimento, mesmo quando parece calmo. As pessoas, os sons, os gestos e até os animais compõem uma paisagem viva, que muda a cada segundo. Foi interessante perceber como, ao tentar “esgotar” o lugar por meio da observação, o que mais se revelou foi justamente a impossibilidade de esgotá-lo: sempre havia algo novo acontecendo, um novo olhar a lançar.